Divulgar o consultório na internet é essencial, mas a publicidade odontológica tem regras próprias, definidas pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Neste artigo reunimos, de forma prática, o que costuma ser permitido e o que é vedado na divulgação de dentistas e clínicas. Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do Conselho Regional de Odontologia (CRO) do seu estado, que é quem orienta e fiscaliza. As regras podem mudar, então confirme sempre antes de publicar.
O que o CFO permite na publicidade odontológica?
Em linhas gerais, o CFO permite divulgar o consultório de forma informativa e sóbria: nome do profissional ou da clínica, número de inscrição no CRO, especialidades registradas, endereço, contato, horários e conteúdo educativo sobre saúde bucal.
As regras principais estão no Código de Ética Odontológica (Resolução CFO-118/2012), no capítulo sobre anúncio, propaganda e publicidade, e em resoluções posteriores do CFO. A ideia central é que a divulgação informe o paciente sem transformar o tratamento em mercadoria.
Costumam ser compatíveis com as regras:
- Nome do cirurgião-dentista e número de inscrição no CRO; em clínicas, também o responsável técnico com o respectivo CRO.
- Especialidades registradas no conselho.
- Endereço, telefone, WhatsApp, horários e formas de agendamento.
- Conteúdo educativo sobre prevenção, tratamentos e cuidados.
- Fotos reais do consultório, da estrutura e da equipe.
O que é proibido na publicidade odontológica?
Em resumo: anunciar preços e promoções, oferecer serviços gratuitos como chamariz, prometer resultados, fazer sensacionalismo, comparar-se a colegas e expor pacientes sem autorização são práticas vedadas ou de alto risco.
Entre os pontos que o Código de Ética trata como infração, estão:
- Divulgar preços, valores, descontos, promoções e formas de pagamento como apelo comercial.
- Oferecer consultas ou avaliações gratuitas como forma de atrair pacientes.
- Usar expressões que garantam resultado ou prometam cura.
- Fazer sensacionalismo ou autopromoção exagerada.
- Comparar a qualidade do seu serviço com a de outros profissionais.
- Divulgar especialidade que o profissional não tem registrada.
Pode postar foto de antes e depois?
É um dos pontos mais sensíveis. O CFO já tratou do tema em resolução específica (como a CFO-196/2019, sobre selfies e imagens de resultado de tratamento), com condições como autorização do paciente. Antes de publicar, confirme as regras vigentes com o CRO.
Mesmo quando permitido, o uso de imagens de pacientes exige cuidado redobrado: autorização por escrito, finalidade informativa, nada de promessa de resultado e respeito à privacidade. Na dúvida, prefira conteúdo educativo e fotos do consultório.
E as redes sociais e o Google?
As mesmas regras valem para Instagram, Facebook, site, Google Ads e Perfil da Empresa no Google. O canal muda, mas a responsabilidade ética do profissional é a mesma.
Alguns cuidados práticos em cada canal:
Perfil da Empresa no Google
- Use o nome real do consultório, sem palavras-chave extras (isso também é regra do Google).
- Cadastre os tratamentos como serviços, com descrição informativa e sem preço.
- Responda às avaliações com educação, sem expor dados clínicos do paciente.
Site
- Mostre o responsável técnico com o CRO de forma visível.
- Crie páginas educativas por tratamento, explicando indicações e cuidados, sem prometer resultado.
Anúncios (Google Ads e Meta Ads)
- Textos sóbrios, sem preço, sem “promoção” e sem “garantia”.
- Além do CFO, os anúncios precisam seguir as políticas de saúde de cada plataforma.
- Leia mais em tráfego pago para dentistas.
Como fazer marketing odontológico dentro das regras?
Foque no que ajuda o paciente a decidir: ser encontrado no Google, ter informações claras, mostrar o consultório real e responder dúvidas. Isso é eficaz e combina com o que o CFO espera da publicidade.
Um caminho seguro e que costuma funcionar bem:
- Perfil no Google completo: é onde o paciente da região procura primeiro. Veja como aparecer no Google Maps.
- Site com uma página por tratamento: conteúdo educativo, WhatsApp visível e o CRO do responsável técnico.
- Avaliações reais: peça aos pacientes satisfeitos, sem oferecer nada em troca, e responda a todas.
- Anúncios quando fizer sentido: para acelerar contatos, sempre com textos sóbrios. Veja como funciona a gestão de tráfego pago.
É exatamente esse o trabalho que fazemos no marketing odontológico da Meu Negócioo: presença no Google, site e anúncios, com cuidado ético em todo o conteúdo.
Leia também: Tráfego pago para dentistas: como funciona e quanto investir · Perfil da Empresa no Google
Perguntas frequentes
Dentista pode divulgar preço no Instagram?
O Código de Ética Odontológica veda a divulgação de preços, promoções e formas de pagamento como apelo comercial, e isso vale para as redes sociais. Em caso de dúvida sobre um conteúdo específico, consulte o CRO do seu estado.
É obrigatório colocar o número do CRO na publicidade?
Sim. A publicidade deve identificar o profissional com o número de inscrição no CRO; em clínicas, também o responsável técnico. Confira com o CRO o formato exigido para cada tipo de material.
Dentista pode fazer anúncio no Google Ads?
Pode, desde que o anúncio respeite as regras do CFO (sem preço, promoção ou promessa de resultado) e as políticas de saúde do Google. Textos informativos e sóbrios são o caminho mais seguro.
Onde confirmo se um post está dentro das regras?
No Conselho Regional de Odontologia (CRO) do seu estado, que orienta e fiscaliza a publicidade. As resoluções do CFO podem ser atualizadas, por isso vale confirmar antes de publicar algo novo.